Coluna Take Me Home, United Road

Gabriel Carmona Baptista, 19 anos, é estudante de Direito e torcedor do Manchester United desde 1999. Foi administrador do antigo Portal FifaNext.com. Faz parte da equipe do ManUtdBR.com desde abril de 2008 como Redator, e agora exibirá seus textos também como colunista.
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CITY, ARSENAL, MILAN, CHELSEA...
Por Gabriel Baptista
25/01/2010
É isso aí. Como acontece todo ano, passa-se o importante período dezembro-janeiro, no qual se concentra o maior número de jogos da temporada (oito em dezembro e sete em janeiro são números altos se comparados, por exemplo, com as cinco partidas que compõem o mês de novembro), e se inicia a entrada no momento mais crítico da temporada. O momento onde o físico começa a pesar e a qualidade do elenco, e não apenas do time titular, passa a fazer cada vez mais diferença.
E o primeiro jogo de suma importância nessa sequência já é nessa semana, contra o Manchester City, no Old Trafford. O jogo de volta da semifinal da Carling Cup não é importante apenas por ser o Derby da cidade de Manchester ou porque, por óbvio, definirá quem ficará com a vaga na final da competição, mas também porque, se vencermos e chegarmos à final, teremos um jogo a mais para nos preocuparmos no conturbado trimestre fevereiro-março-abril.
É claro que, sendo contra quem é, e nas circunstâncias em que nos encontramos (volta do Tevez a Old Trafford, a briga dele com Neville, as críticas recentes de Ferguson à diretoria do City, etc), duvido que Sir Alex Ferguson vai deixar de entrar em campo com, pelo menos dois terços do time titular. Isso significa que, mais uma vez, Rooney começará jogando, assim como Ferdinand e outros titulares.
Me refiro aos meses de fevereiro, março e abril como conturbados, porque, olhando no calendário, vemos que os jogos restantes para o final da temporada não são nada fáceis, além de decisivos, com exceção dos dois últimos jogos da Premier League, que serão disputados somente em maio (Sunderland e Stoke City). É nesse período que o United tem jogos nada fáceis Aston Villa, Everton, Fulham (time que, por incrivel que pareça, nos humilhou com um 3x0 no primeiro turno e ocupa a boa 9ª colocação), Tottenham, entre outros, além dos clássicos contra Arsenal (ainda em janeiro), Liverpool, Chelsea (jogo que, provavelmente definirá o campeão da Premier League) e City (sim, de novo).
Tudo isso, sem contar a Champions League, competição pela qual o United pega o Milan nos dias 16 de fevereiro e 10 de março e, se passar, terá que somar pelo menos mais dois jogos ao trimestre. Sobre o Milan, pode-se dizer que o time de Sir Alex Ferguson não terá vida fácil. O time italiano quase extinguiu suas chances de mudar a cara do campeão do Calcio ao perder o clássico de Milão contra a Inter, neste domingo e, por esse motivo, virá com tudo e mais um pouco para tentar salvar a temporada com a Champions League. Vale lembrar que, com exceção do Derby desse fim de semana, o time de Ronaldinho Gaucho vinha em uma crescente quase irrefreável, tendo encerrado uma sequência de invencibilidade com boas atuações (inclusive com shows do brasileiro), que durou mais de um mês.
A única certeza nisso tudo é: como há muitas temporadas não se via em Old Trafford, não será NADA fácil garantirmos UM título que seja na temporada. Coincidência ou não, o novo elenco (sem Ronaldo, Tevez e com a presença cada vez mais comum de jovens jogadores) não está sendo capaz de manter a irregularidade que marcou o time que conquistou por três temporadas seguidas a Premier League, tendo chegado, inclusive, pelo menos à final da Champions League nas duas últimas.
Talvez seja o caso de, de algum jeito, investir em apenas uma das três competições, apostando em um brilho oculto do time na Champions League, em uma queda de Chelsea e Arsenal na Premier League ou na vitória sobre o City na Carling Cup. Veremos qual será a linha a ser tomada, ou se o United jogará em três frentes como fez, quase sem sucesso, na temporada passada.
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