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Coluna Take Me Home, United Road


Gabriel Carmona Baptista, 18 anos, é estudante de Direito e torcedor do Manchester United desde 1999. Foi administrador do antigo Portal FifaNext.com. Faz parte da equipe do ManUtdBR.com desde abril de 2008 como Redator, e agora exibirá seus textos também como colunista.



MANCHESTER UNITED OU BARCELONA? MESSI OU C. RONALDO?
Por Gabriel Baptista
09/05/2009

Ninguém pode dizer que me equivoquei. Aliás, nem eu nem nenhum outro que se dispôs a analisar o momento vivido pelo Manchester United nas últimas semanas da mesma maneira que fiz. Eu disse que, se fosse pra jogar como estávamos jogando, era melhor que perdêssemos logo para o Arsenal para não passarmos vergonha em uma provável final contra o Barcelona, em Roma. Pois bem, era melhor que perdêssemos, porque depois de sair do primeiro tempo com um 2 a 0 atrás do placar contra o Tottenham, no dia 25 de abril, tudo mudou.

Na verdade, me arrisco a dizer que tudo mudou exatamente no dia em que fomos eliminados da FA Cup pelo Everton (nos pênaltis), o que parece ter tirado um enorme peso das costas do elenco (seria possível conquistar tudo na mesma temporada?). Depois veio o jogo contra o Portsmouth, que vencemos tanto sem maiores problemas, quanto sem grandes encantos, e o tal jogo contra o Tottenham, no qual (imagino eu) a conversa do intervalo foi tão boa que fez a ficha dos jogadores cair e o United voltar para o segundo tempo com um só pensamento: vencer.

Voltando a jogar quase como antes, ou melhor, como estamos acostumados, nada impedia ninguém de dizer que o United estava novamente com chances de conquistar tudo o que ainda disputava e o time de Sir Alex Ferguson provou isso ao vencer o Arsenal por 1 a 0, sem contar as inúmeras defesas espetaculares de Almunia. Então veio o segundo jogo para acabar com todas as desconfianças: um 3 a 1 com propriedade de melhor time do mundo e apresentação de gala de Cristiano Ronaldo.

Falando em apresentação de gala, o que foi aquele contra-ataque do terceiro gol? Mais espetacular que o desenho do lance foi a velocidade com que Cristiano Ronaldo iniciou a jogada na boca de uma área e foi parar dentro da outra para finalizar de primeira e matar o jogo. Um lance impressionante que provou, de uma vez por todas, que o Manchester United que ficou invicto por meia temporada está de volta.

Aliás, ainda sobre Ronaldo (e Messi), tenho algo a destacar: no ano passado, quando a polêmica sobre quem deveria ser eleito o melhor jogador do mundo estava no auge, os defensores de Lionel Messi acusavam o português de pipoqueiro, que só jogava bem em jogos fáceis e no Campeonato Inglês de modo geral. Finalmente, na semifinal United vs. Barça, isso acabou de certo modo se concretizando, com o argentino infernizando a dupla marcação Evra-Park e Ronaldo apagado do outro lado do campo. Mesmo assim, o time inglês passou pelo catalão e acabou se sagrando campeão, enquanto Cristiano Ronaldo se confirmou o melhor do mundo.

Esse ano, tudo se inverte. Messi vem jogando como ninguém desde o começo da temporada (leia-se ano passado). Fazendo gols espetaculares e colocando o Barcelona com facilidade muito perto do título espanhol. Enquanto isso, Ronaldo vem em uma temporada apagada, fruto de uma operação, que ocorreu logo no início dela, e (os fãs de Ronaldo que me perdoem) de um certo salto alto do português. Entretanto, nos últimos jogos, Ronaldo vem finalmente mostrando porque é o melhor do planeta. Voltou, como há algum tempo não se via, a fazer gols incríveis de falta daquele jeito todo peculiar que só ele sabe bater, gols espetaculares de fora da área (bem de fora, aliás) e tudo o mais que lhe é peculiar, principalmente nos jogos decisivos.

Enquanto isso, Messi apresentou um futebol pífio nos dois jogos contra o Chelsea (diga-se de passagem, os dois jogos mais importantes e decisivos do Barça na temporada até agora, e até mesmo os mais complicados) e, mesmo assim, o Barcelona se classificou para a edição de um confronto inédito, com tudo para ser histórico e que tem um ingrediente especial.

Alguns já dizem que essa partida pode decidir quem fica mais perto de ganhar o prêmio. Se Ronaldo destruir com o jogo e Messi se apagar novamente, o português poderá ter grandes chances de ser bi, mas se for ao contrário, é quase certo que o prêmio vá para a Argentina.

Para terminar, breves comentários:

Eu não gosto de dizer que um jogo foi injusto, ou que se não fosse culpa do árbitro a história teria sido outra e tudo mais, a não ser que tenha ficado explícito algum tipo de manipulação do resultado. Mas há de se destacar que no segundo jogo da semifinal Chelsea-Barcelona pelo menos um pênalti poderia ter sido marcado em favor do Chelsea. Alguns dizem até em "conspiração" para que a final do ano passado não se repetisse. Sinceramente, eu acho que uma final Manchester e Barcelona põe frente a frente os dois melhores times do mundo na atualidade e, sem desmerecer o Chelsea, garanto que o jogo será muito mais bonito e interessante sem a presença do time londrino.

Não quero entrar em polêmica, mas, na minha humilde opinião, a não entrada do Tevez nesse segundo jogo contra o Arsenal pode ter culminado a saída do argentino do time. Principalmente porque, na partida de ida, o nome do jogo foi ele e deixá-lo de fora da partida decisiva foi, no mínimo, injusto. Ou Tevez é titular na final, ou podemos nos preparar para a despedida de um dos jogadores mais queridos do atual elenco.

Por fim, quero deixar claro que não esqueci da série "O Melhor do Mundo", que foi suspensa graças à má fase do time, adiei a postagem da última parte porque, mostrando grande confiança, planejo escrevê-la depois do título da Champions League do dia 27 de maio. Final que promete grandes emoções porque, diferente das últimas, são grandes as chances de termos uma quantidade bastante razoável de gols e/ou chances, com dois times extremamente técnicos e que apresentam um futebol belíssimo.

Então, que venha dia 27. Até lá!

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