Coluna The Mancunian

"And Solskjaer has done it". Dessas palavras, cinco dias depois de fazer 10 anos, nascia a paixão de Thiago por um clube "do outro lado do mundo". Hoje, aos 23, jornalista, me orgulho de ter tornado esse amor meu trabalho.



VIVA PAUL SCHOLES
Por Thiago Barros
07/06/2012

"Você raramente encontra um jogador completo, mas Scholes é o mais próximo disso que você pode chegar", ZIDANE, Zinedine.

Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digam aos fãs do Manchester United que Paul Scholes fica.

As lágrimas da derrota na final da Champions League de 2011, quando ele já vestia a camisa do Barcelona trocada com algum jogador adversário, não eram apenas por perder mais um título europeu. Eram pela certeza de que aquele momento era o fim de sua carreira. De cabeça erguida, batendo palmas para a torcida do United, Scholes se despedia. Era o fim de uma era: 17 anos no time principal do United, dominando o meio-de-campo e sendo o cérebro de diversas gerações que passaram por Old Trafford.

Mas, graças a Deus, às lesões de Cleverley, Anderson e Fletcher e ao poder de persuasão de Sir Alex Ferguson, ficamos órfãos do Príncipe Ruivo por apenas seis meses. E a ocasião para o retorno não poderia ser melhor: uma vitória sobre o Manchester City. A camisa não era mais a lendária número 18, vestida por Ashley Young, mas o futebol não parecia ter mudado nem um pouco. Classe, desarmes precisos, chutes perigosos e lances de inteligência e oportunismo. Scholes, aos 37 anos, arrumou o meio-de-campo do United como faz desde 1994.

Uma pena que não tenha conquistado o título inglês no fim. Mas essa medalha não vai fazer falta na casa de quem já tem outras dez - além de duas Champions, dois Mundiais, três FA Cups, três Carling Cups e oito Supercopas. E, ainda bem, Scholes também não vai mais fazer falta ao United. Afinal, renovou seu contrato por (pelo menos) mais um ano. E isso é motivo de muita comemoração para quem torce para o United. Não, ele não é a solução. Não, não vai jogar todos os jogos. Não, não é mais o mesmo menino com disposição invejável. Mas sua classe, seu espírito e sua inteligência contagiam o grupo dentro e fora de campo.

Ainda precisamos de um ou dois meias, que espero que Sir Alex contrate. Ainda precisamos que Cleverley se firme. Ainda precisamos que Fletcher se recupere. Ainda precisamos dar uma resposta após uma temporada 2011-2012 tão ruim. E nada melhor para dar o primeiro passo do que renovar com um cara que sabe tudo de United, experiente nos momentos positivos e também nos negativos (que, é claro, não foram exclusividade do último ano) e que tem seu nome pra lá de gravado no museu em Old Trafford.

"Quando eu encerrar a carreira, só quero poder olhar no espelho e dizer: é, fui um bom jogador", SCHOLES, Paul.

Quando você encerrar (de fato) a carreira, Scholes, eu vou poder olhar no espelho e dizer: "Eu vi Paul Scholes Jogar".

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