O Manchester United aparece na 8ª posição da Deloitte Football Money League 2024/25, com uma receita total de 666,2 milhões de libras. Embora o valor ainda seja elevado, o relatório aponta um dado preocupante: o clube registrou a maior queda entre os integrantes do top 10, despencando quatro posições em relação ao ranking anterior.
Broadcast em queda pesa no balanço
O principal fator para a perda de posição está na receita de direitos de transmissão, que ficou em £172,9 milhões. O número é consideravelmente inferior ao de outros clubes ingleses do topo da lista. Para efeito de comparação, o Manchester City arrecadou £278,5 milhões, enquanto o Arsenal alcançou £272,7 milhões no mesmo período.
Essa diferença evidencia o impacto financeiro direto de campanhas menos rentáveis em competições internacionais, que reduzem o valor total recebido por broadcast.
Receita comercial sustenta o clube
Apesar do recuo no ranking, o Manchester United ainda apresenta números sólidos na área comercial. O clube faturou £333,1 milhões em receitas comerciais, mantendo-se entre os mais fortes do mundo nesse quesito. Patrocínios globais, acordos de longo prazo e vendas de produtos continuam sendo responsáveis por uma fatia significativa do faturamento total.
No entanto, o crescimento desse setor não foi suficiente para compensar a retração nas outras frentes.
Matchday estável, mas sem avanço
A receita de dias de jogo somou £160,2 milhões, um valor relevante, porém estável. Enquanto alguns concorrentes conseguem ampliar ganhos com estádios mais modernos e experiências premium, o United mantém números altos, mas sem crescimento expressivo.
Pressão financeira no curto prazo
O relatório da Deloitte indica que o Manchester United segue financeiramente forte, mas com sinais claros de desaceleração. A queda no ranking reflete não uma crise imediata, mas uma perda de competitividade financeira frente a clubes que conseguem combinar receitas comerciais robustas com ganhos crescentes em broadcast.
Se essa tendência se mantiver, o clube pode enfrentar dificuldades para acompanhar o ritmo de investimento dos principais concorrentes nos próximos ciclos financeiros.


