O Manchester United anunciou nesta semana os números referentes ao ano fiscal de 2025 e, mesmo sem disputar a Champions League e vindo de uma terrível campanha de Premier League, registrou o maior faturamento de sua história: £666,5 milhões (R$ 4,66 bilhões).
O resultado foi impulsionado, principalmente, por recordes em bilheteria e no programa de sócios, que cresceram 17%, além da alta de 10% nas receitas comerciais, fortalecidas pelo acordo de patrocínio com a Snapdragon.
Apesar do cenário positivo em receita, o clube ainda fechou o período com prejuízo operacional de £18,4 milhões (R$ 128,8 milhões). O número, porém, representa uma queda significativa em relação ao déficit de £69,3 milhões (R$ 485,1 milhões) do ano anterior. O resultado foi impactado por custos excepcionais de £36,6 milhões (R$ 256,2 milhões), referentes à saída de Erik ten Hag e de sua comissão técnica.
Projeções do Manchester United para 2026
Para o próximo exercício, a diretoria projeta receita entre £640 milhões (R$ 4,48 bilhões) e £660 milhões (R$ 4,62 bilhões), com expectativa de EBITDA ajustado na faixa de £180 milhões (R$ 1,26 bilhão) a £200 milhões (R$ 1,4 bilhão). A perspectiva é de maior equilíbrio financeiro, apoiada por um processo de reestruturação administrativa e cortes de custos.
O CEO Omar Berrada destacou que o momento do clube é de reconstrução. Segundo ele, a diretoria busca alinhar resultados financeiros mais sólidos com o objetivo principal: o sucesso esportivo.
“Estamos renovando a estrutura fora de campo para tornar a gestão mais enxuta e eficiente, mas também investindo em reforços para as equipes masculina e feminina, com foco em um projeto de longo prazo”, afirmou.
Com a combinação de crescimento de receita, ajustes na administração e mudanças no comando esportivo, o Manchester United espera transformar a base financeira fortalecida em conquistas dentro de campo já nos próximos anos.


